As Olimpíadas de 2024 em Paris estão trazendo à tona diversas controvérsias, especialmente no boxe feminino.
Na manhã desta quinta-feira (01/8), a boxeadora italiana Angela Carini abandonou a luta contra a argelina Imane Khelif, gerando polêmica e dividindo opiniões entre fãs e especialistas do esporte.
A desistência não foi causada por uma derrota técnica, mas por fortes dores no nariz após receber golpes de Khelif.
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A luta e a desistência
Angela Carini, uma atleta respeitada no circuito, deixou claro em entrevista que sua decisão foi baseada em seu estado físico:
“Eu não perdi hoje, apenas fiz meu trabalho como lutadora. Entrei no ringue, lutei e não consegui.
Saio de cabeça erguida e com o coração partido. Sempre fui muito instintiva. Quando sinto que algo não está certo, não é desistir, é ter a maturidade de parar”.
Suas palavras refletem a determinação e o instinto de preservação que são cruciais em um esporte tão exigente quanto o boxe.
Imane Khelif e a controvérsia dos níveis de testosterona
Imane Khelif, boxeadora cisgênero de 25 anos, vem sendo alvo de críticas e mal-entendidos devido à sua condição médica conhecida como Desordem de Desenvolvimento de Sexo (DSD).
Essa condição faz com que Khelif apresente níveis de testosterona comparáveis aos de homens.
Recentemente, a atleta enfrentou um teste de gênero em 2023, o qual gerou uma onda de comentários transfóbicos e desinformação sobre sua elegibilidade para competir.
Declaração do Comitê Olímpico da Argélia
O Comitê Olímpico da Argélia defendeu sua atleta com firmeza, condenando os ataques infundados à sua integridade:
“Tais ataques são infundados, especialmente enquanto ela se prepara para o auge de sua carreira nas Olimpíadas.
O COA tomou todas as medidas necessárias para proteger nossa campeã.”
A defesa enfática do comitê ressalta a importância de compreender e respeitar as complexidades envolvidas na questão dos níveis hormonais e as regras de elegibilidade esportiva.
Histórico de Imane Khelif
Khelif já foi desclassificada do Campeonato Mundial Feminino no ano passado por não passar no teste de níveis de testosterona.
No entanto, a sua presença nas Olimpíadas de 2024 foi autorizada, após revisão e compreensão mais detalhada de sua condição médica.
Como embaixadora da Unicef, Khelif tem usado sua plataforma para promover a aceitação e a compreensão de questões de gênero e esportes.
[A luta entre Angela Carini e Imane Khelif trouxe à tona questões delicadas sobre saúde, gênero e a integridade no esporte.
Enquanto Carini demonstrou resiliência e autocuidado, Khelif continua a lutar não apenas no ringue, mas também contra preconceitos e desinformação.
As Olimpíadas de 2024 em Paris certamente serão lembradas por esses momentos de tensão e as discussões que seguiram, contribuindo para um entendimento mais amplo e inclusivo no esporte mundial.